Mostrar mensagens com a etiqueta Trancoso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Trancoso. Mostrar todas as mensagens

14.4.09

Festa!


Vai ser muito difícil eu contar-vos a minha festa de anos. Os pais conheceram uns amigos, nestes dias, que têm uma loja de artesanato indígena, no Quadrado. A mãe encantou-se por uma onça de madeira e começámos a ir lá todas as noites. Fiquei grande amigo do Hélio, que lá trabalha e que me apresentou às meninas todas do pedaço! Enfim, resumindo: começámos todos a organizar a festa dos meus anos e achámos que o melhor lugar era mesmo em frente à loja, numas mesas e cadeiras que pertencem ao Seu João. Combinámos com ele, que disse logo que estivéssemos à vontade, e hoje lá fomos pôr a mesa, encher balões, os pais encomendaram um bolo imenso coberto de chocolate, trouxeram sucos e brigadeiros, balas e salgadinhos. As minhas amigas ajudaram-nos imenso e depressa começámos a brincar.


Para levarmos uma boa imagem da minha festa em Trancoso, os pais lembraram-se de arranjar uma tela grande que dividiram em quadradinhos e cada um de nós fez um desenho num quadrado desses. Digam lá que não ficou demais!


E lá andámos todos a pintar e a brincar, até ficar de noite. Quando o quadro ficou pronto, cantaram-me os parabéns e, de repente, começou a chover a sério!
A Nely, que é mãe da minha amiga Serena e filha do Seu João, convidou-nos logo para entrarmos para casa deles e lá continuar a festa. E assim fomos todos para uma casa muito bonita, que fica ao fundo do corredor, ao lado da loja do Otávio e do Hélio. Lá estivemos todos até às 11 da noite, a comer o bolo e a brincar.


Os pais não brincaram tanto, claro, lá estiveram a conversar uns com os outros, e também com o Seu João e a Dª Glória, que é a mulher do Seu João e que é uma senhora com um coração muito grande.


Adorei a minha festa de 6 anos e a mãe acha que, daqui a uns anos, ainda vou gostar mais, quando me lembrar. Ela diz que ter uma festa de anos no Quadrado, com tantos amigos novos e especiais, como são estes aqui da Bahia, não é para todos!

À Serena, à Kelly, à Stefany, à Brena, à Dauane, à Isabel, à Nely, à Dª Glória, ao Seu João, ao Careca (que também fez anos hoje), ao meu amigo Hélio (a quem a mãe chama "amigo da onça"), ao meu amigo Otávio, ao Guto, ao Kiko, ao Paulinho, à Kelly e ao Sérgio - muito obrigado por este dia!

Aos meus avós, tios, primas e amigos que cá não estiveram ao vivo mas que pensaram em mim (e em quem eu pensei), e que me telefonaram ou mandaram mensagens e comentários, um beijão grande de obrigado! Desculpem se as minhas atenções hoje não estavam ao máximo nas conversas telefónicas, mas a adrenalina por cá era muita! Beijão!

12.4.09

Trancoso


Continuamos nesta cidadezinha chamada Trancoso. Estamos a gostar muito, por isso acabámos por ficar mais tempo. E também porque já fiz montes de amigos novos, que já convidei para a minha festa de anos. Tenho ido para o Quadrado, onde aprendi a subir às árvores com as minhas amigas daqui. À noite, jogamos ao esconde-esconde, andamos a monte, por ali, enquanto os pais conversam com uns outros amigos.


Aqui há uns dias, fui com o pai e um desses amigos passear de caiaque. Descemos o Rio Trancoso até à praia. Lá fui eu, à frente, a remar. Passámos por cada lugar! Até tivemos que nos deitar, quando passámos debaixo de uma ponte, porque sentados batíamos com a cabeça!


Também tenho feito alguns trabalhos e até já pus as minhas amigas a pintar comigo! Aqui estamos no terraço da nossa pousada, que é de um casal muito nosso amigo. A Kelly e o Sérgio têm-nos recebido super bem, são muito simpáticos e hoje até me deram um ovo de Páscoa do Homem Aranha!

6.4.09

Preguiça

Hoje fomos ver mais uma coisa espectacular, que eu nunca tinha visto. Imaginem vocês que fomos até uma aldeia de índios, aqui próxima, em que cuidam de bichos preguiça! E não é eu peguei mesmo numa ao colo?


Ao princípio, eu não queria mas o Surui, que é o menino índio que toma conta dela, disse que ela era muito mansinha e eu já não tive medo. É que ela tem umas garras enormes! Mas a Neguinha (que é o nome dela) é muito sossegadinha, estende os braços para nós e abraça-nos. Depois deita a cabeça de lado no nosso ombro e fica muito quietinha.
Quando lá cheguei, ela estava sentada numa cadeira a comer folhas. Parecia mesmo uma pessoa!


Há 8 meses, teve um bebé, que está agora noutra casa. O veterinário vai lá sempre vê-los e saber se estão bem.
Sai de lá todo contente, mas também com muito calor, porque ela tem um pelo muito quente!

E saí também com um arco e flecha feito mesmo pelos índios. A flecha tem uma ponta feita de osso e voa que se farta! O Surui ensinou-me a atirar e eu já consigo atirar aí a uns 5 metros. Só não posso apontar para pessoas nem animais.

4.4.09

Tartarugas, caravelas e bicicletas

Depois de uns dias mais chatos, em que andámos de carro mais do que o normal, a coisa mais fixe foi ter ido visitar um lugar onde cuidam de tartarugas. Íamos à espera de as ver nascer na praia, mas já chegámos tarde porque já tinham abertos os ovos todos. Estava lá uma com 48 dias, muito pequenina. Mas estava lá o boneco de uma bem maior do que o Rico! No final, ainda lhes dei de comer.


E depois lá chegámos à Baía. Fomos primeiro até uma cidade chamada Prado. Pelo que a mãe me contou, foi aqui que os portugueses chegaram, nas caravelas, há muitos anos. O capitão da caravela devia ser da minha família, porque se chamava Pedro Álvares Cabral...

Pois parece que foi aqui que os portugueses encontraram os índios, pela primeira vez. Antes disso, do mar tinham visto um monte muito alto, a que deram o nome de Monte Pascoal - porque era Páscoa. Depois, foram para outro lugar mais calmo para poderem parar os barcos e chamaram a essa praia Porto Seguro. Alguns dias depois, um padre chamado Henrique de Coimbra rezou a primeira missa numa outra praia e deixou lá uma cruz enorme espetada. Esse lugar chama-se agora Coroa Vermelha. Fui lá com os pais e vi os índios Pataxós, que ainda lá vivem. Gostei muito dos enfeites que eles põem na cabeça e também de umas estátuas que eles fazem.


Agora estamos em Trancoso, que é um lugar que eu adoro. Tem uma praça enorme chamada Quadrado e uma igreja pequenina, ao fundo.


Mas do que eu tenho gostado mesmo é de andar sentado na bicicleta do pai. Temos dado umas voltas fixes, por aí!