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17.5.09

Fazenda


Desta vez, os pais decidiram fazer uma coisa diferente. Saímos da praia e viemos para uma fazenda, no interior de Pernambuco.

Isto é demais! Já andei a cavalo, bebi leite acabado de tirar da teta da vaca, vi um bezerro que nasceu esta noite, tomei banho nas piscinas de água do rio, joguei matraquilhos (totó, como se diz aqui), snooker (ou sinuca) e ping-pong, andei de pau-de-arara (que é um camião com bancos corridos na caixa e que leva toda a gente lá atrás, sentada) e na boleia do camião, tomei banho de cachoeira e adorei fazer uma trilha muito comprida, que é só para adultos mas que eu fiz até ao fim. Andámos pelo meio da mata, onde pode haver cascavéis, aranhas e escorpiões, mas sempre com o Fábio, o nosso guia, e o Seu Manel, que é um velhote que passa a vida lá metido. Aprendi muitas coisas sobre o lugar, que tem uma rocha muito bonita, com 700 m de altura, e sobre a mata, que eu costumo chamar de “selva” como o Alex.

Aqui há também comidas diferentes e mais típicas desta região, como inhame, bode, couscous, tapioca, maçarocas cozidas, charque (que é carne seca) e umas sobremesas feitas de milho com canela por cima.

Além disso, conhecemos uns amigos novos, que vamos voltar a ver em Olinda. O dono da fazenda também é muito simpático e nosso amigo.

Foi um fim-de-semana em cheio! Adorei ter vindo para a fazenda do Sr. Pedro e tenho a certeza de que, quando voltar a Pernambuco, cá hei-de vir outra vez!

10.5.09

Mergulhos, condução e pinturas

Passámos depois uns dias em Aracaju , a capital de Sergipe. Parece que as praias não eram muito boas, por isso aproveitei para ir com o pai a um Oceanário, onde me fartei de ver mais uns bichos fixes. Havia moreias, raias, cavalos-marinhos, tartarugas, montes de peixes enormes, e vi ainda um filme sobre os mares.

Num outro dia, descobrimos uma pista de moto-quatro e o pai levou-me lá, para eu conduzir. Conduzi 3 delas e o pai disse que eu andei muito bem.

Aliás, quando saímos do Estado de Sergipe e entrámos no de Alagoas, atravessámos um rio enorme, chamado São Francisco. Fomos a uma aldeia ver o pôr-do-sol no rio e depois fomos dormir numa pousada mesmo na praia. Só lá podíamos chegar pela areia, com a maré baixa. Como a praia era muito larga e não havia ninguém, o pai ensinou-me a conduzir o carro ao colo dele. Fui muito devagarinho, agarrado ao volante e adorei!

Daí fomos para uma praia chamada do Francês, que também tinha umas piscinas naturais fixes. Mas as melhores foram as de Maragogi, mais adiante. São muitas e grandes, mais fundas e com rochas. Como não podia deixar de ser, lá andei a pairar com o pai e a mãe, com os óculos e o tubo, a curtir aquilo tudo. Também dei umas mergulhaças divertidas de cima do barco, com o pai!

Agora estamos em Porto de Galinhas, onde eu já vim quando fiz 3 anos. Não me lembro de muita coisa…

Aqui é bonito e também tem piscinas no mar. Pelo que nos disseram, o recife destas piscinas é o mesmo que vem desde Alagoas! Desta vez, eu e o pai não quisemos ir de jangada e fomos mesmo a nado, até lá.

Além disso, fomos visitar um artista que há aqui, chamado Carcará, que faz uns trabalhos muito fixes em madeira de coco. Tem bichos espalhados pela cidade toda! Ele esculpe animais ou pessoas nos troncos que encontra e depois pinta-os. Também aproveita madeiras de casas demolidas para fazer outros painéis, com flores ou animais.

A mãe, na brincadeira, combinou com ele que eu, daqui a uns anos, venho fazer um estágio no atelier dele, porque os pais me têm comprado imensos brinquedos de madeira e eu tenho pintado aquilo tudo com as tintas dos meus anos!